A cirurgia antirrefluxo pode ajudar pacientes selecionados, mas não é a etapa obrigatória para quem usa remédio há muito tempo. A indicação depende de refluxo comprovado, sintomas, alterações anatômicas e expectativas realistas sobre o resultado.
Quem pode se beneficiar
Regurgitação persistente, determinadas hérnias de hiato e situações em que o refluxo não está adequadamente controlado podem motivar a discussão. Também entram na decisão a resposta ao tratamento clínico e as preferências do paciente, depois de conhecer as alternativas.
Antes de operar, é essencial investigar queixas que possam ter outra origem. Tosse isolada, por exemplo, não deve ser tratada como indicação automática de cirurgia do refluxo.
Como a operação funciona
Uma técnica frequentemente utilizada é a fundoplicatura, que usa parte do próprio estômago para reforçar a barreira contra o refluxo. Quando necessário, a abertura do diafragma também é corrigida. O tipo de reconstrução é escolhido conforme os achados e a avaliação da equipe.
O procedimento pode ser realizado por técnicas minimamente invasivas em casos apropriados. A disponibilidade de tecnologia não substitui uma indicação bem estabelecida.
Quais limitações precisam ser discutidas
Pode haver dificuldade para engolir durante a adaptação. Algumas pessoas apresentam distensão, dificuldade para arrotar ou outros desconfortos. Também existem riscos cirúrgicos, possibilidade de retorno do refluxo e necessidade de tratamentos adicionais.
Nem todo paciente deixa de usar medicamentos para sempre. O objetivo deve ser melhorar o controle da doença e a qualidade de vida, sem prometer cura definitiva ou ausência de efeitos indesejados.
Como se preparar para a consulta
Leve endoscopias, resultados de exames funcionais e uma lista dos remédios já utilizados. Pense no sintoma que mais incomoda e no que espera melhorar: azia, retorno de alimento, sono ou alimentação.
A avaliação para cirurgia antirrefluxo em Sorriso permite comparar acompanhamento clínico e operação. Uma boa decisão considera os ganhos possíveis e o que a cirurgia não consegue garantir.
Dr. Guilherme Pasquini Cavassin | CRM-MT 18004
Cirurgia Geral — RQE 9004 | Cirurgia do Aparelho Digestivo — RQE 9005
Referências: ACG — Diretriz de refluxo gastroesofágico
